Casa de ferreiro, espeto de pau. Passamos o ano ajudando clientes a aparecer no Google e, em setembro de 2026, resolvemos aplicar a mesma lupa no linkti.com.br. O objetivo era duplo: ser bem indexado pelo Google (SEO) e ser bem entendido pelos assistentes de IA que hoje respondem perguntas no lugar da busca tradicional, como ChatGPT, Gemini, Perplexity e o resumo com IA do próprio Google (o que o mercado passou a chamar de GEO, Generative Engine Optimization).
A boa notícia é que quase tudo que ajuda um ajuda o outro. A má notícia é que achamos problemas que ninguém veria olhando o site pelo navegador. Estes são os principais, na ordem em que doeram mais.
1. O blog era invisível para quem não roda JavaScript
O nosso blog puxa os artigos do Notion e monta a página no navegador. Para uma pessoa, funcionava perfeitamente. Para um robô que lê só o HTML, a página /blog chegava com zero links para artigos. Muitos rastreadores de IA não executam JavaScript, e o próprio Google renderiza em uma segunda etapa, quando dá.
O que fizemos: passamos a gerar uma página HTML completa para cada artigo e um índice estático do blog, com título, descrição, dados estruturados e o texto inteiro no código. O JavaScript continua lá, mas só para atualizar a lista quando sai um artigo novo.
Como testar no seu site: abra a página, clique com o botão direito em "Exibir código-fonte" e procure um trecho do seu texto. Se não estiver lá, boa parte dos robôs também não está vendo.
2. Páginas com busca real fora do sitemap
Três páginas de serviço (remoção de vírus, configuração de e-mail e blindagem WordPress) já apareciam no Search Console, com 41 a 192 impressões cada, mas nunca tinham entrado no sitemap. E a data de atualização de todas as páginas do sitemap era sempre "hoje", o que tira do Google qualquer sinal de qual página mudou de verdade.
O que fizemos: o sitemap passou a ser gerado automaticamente, com todas as páginas indexáveis e a data real de cada uma: a do último ajuste no código para as páginas fixas e a da última edição no Notion para os artigos.
3. Títulos e descrições cortados na busca
O Google mostra, em média, uns 60 caracteres de título e uns 155 de descrição. Vários dos nossos passavam disso, então o resultado aparecia com reticências no meio da frase.
O que fizemos: encurtamos títulos e descrições de todas as páginas. Nos artigos, o título longo continua no topo da página e nas redes sociais (onde cabe), e uma versão curta vai para a busca. O gerador do blog avisa quando um texto novo passa do limite.
4. Dados estruturados que conversam entre si
Dados estruturados são o bloco invisível que diz à máquina "isto é uma empresa, isto é um artigo, isto é uma pergunta frequente". Tínhamos alguns, soltos. Cada página declarava a Linkti do seu jeito.
O que fizemos: a empresa é declarada uma vez, com um identificador único, e todos os artigos e serviços apontam para ela. As perguntas frequentes das páginas de serviço geram o dado estruturado a partir do texto visível, por um script. Se alguém edita a resposta na página, o dado acompanha, e o Google não vê uma versão diferente da que o visitante lê.
5. GEO: deixar claro quem somos
Assistente de IA erra muito com empresas pequenas porque confunde nomes parecidos. Existe mais de uma empresa com "Link TI" no nome no Brasil. Para reduzir essa confusão, fizemos três coisas:
- Um arquivo llms.txt, na raiz do site, com o resumo da empresa em texto simples: o que fazemos, cidade, setores atendidos, CNPJ, horário de atendimento e links para os serviços e comparativos. É uma convenção ainda nova, mas custa quase nada e organiza a informação para quem lê por máquina.
- As grafias alternativas do nome ("Link TI", "LinkTI") declaradas nos dados estruturados, junto com os links para o perfil no Google e no LinkedIn. Assim o robô sabe que as três formas são a mesma empresa, e qual empresa.
- Informação igual em todo lugar. O horário do site estava diferente do horário do perfil no Google. Parece detalhe, mas a IA cruza fontes, e fonte que se contradiz perde confiança. Alinhamos tudo para 9h30 às 18h30.
6. Conteúdo que responde pergunta direta
Buscas como "squad ou fábrica de software?" e "API oficial do WhatsApp ou não oficial?" são perguntas de decisão, e são exatamente o tipo de pergunta que as pessoas fazem para uma IA. Criamos páginas comparativas com tabela lado a lado, "quando faz sentido cada um" e perguntas frequentes com respostas curtas. É um formato fácil de o Google destacar e de uma IA citar.
Também descobrimos que um artigo e uma página comparativa falavam do mesmo tema (hospedagem gerenciada ou compartilhada) e disputavam a mesma busca. O artigo passou a apontar para a página como referência, e cada um ficou com o seu papel.
7. Nem toda otimização otimiza
Trocamos as fontes do Google Fonts por arquivos servidos pelo próprio site, o que elimina conexões externas. Junto, fizemos o que os manuais recomendam: pedir ao navegador para baixar as fontes com prioridade (o chamado preload).
No teste do PageSpeed no celular, o primeiro conteúdo passou a aparecer em 1,5 segundo, contra 0,9 segundo antes. As fontes com prioridade alta disputavam a conexão lenta com o CSS que a página precisa para aparecer. Tiramos o preload, e as fontes de reserva, com medidas ajustadas, evitam que o texto "pule" quando a fonte final carrega.
A lição: mede antes e depois de cada mudança. Recomendação genérica não conhece o seu site.
O que ainda não sabemos
Mudança de SEO leva semanas para aparecer em posição e tráfego, e ainda estamos nessa janela. O plano é acompanhar pelo Search Console os temas com muitas impressões e posição entre 8 e 20, que são os que estão perto de subir, e reforçar esses primeiro. Quando tivermos números, contamos aqui.
Checklist para aplicar no seu site
- Veja o código-fonte das páginas importantes: o texto está lá sem JavaScript?
- Confira se todas as páginas que recebem busca estão no sitemap, com a data real de atualização.
- Mantenha títulos em até 60 caracteres e descrições em até 155.
- Declare a empresa uma vez nos dados estruturados e ligue o resto a ela.
- Deixe nome, endereço, horário e serviços iguais no site, no perfil do Google e nas redes.
- Responda as perguntas de decisão do seu cliente em páginas próprias, com respostas diretas.
- Meça antes e depois de cada otimização de velocidade.
Se quiser começar pela base técnica, o checklist de SEO técnico cobre o essencial. E se preferir que a gente olhe o seu site com a mesma lupa, fale com o time da Linkti pelo WhatsApp.